ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA
Home
              QuemSomos
              Institucional
              TtulosePrmios
              Campanhas
              FaleConosco
      
 
 
 
 
   





Contato

Telefone:
(11) 5579-2668

E-mail:
abrela@abrela.org.br
 

Notcias

Sensor que l pensamentos.
18/01/2013 00:00

Esse produto já pode ser adquirido e utilizado pelas pessoas que necessitam (veja informação ao final desse post).

Clique na imagem para ampliar

Imagine comandar um computador apenas com a força do pensamento. Parece história de ficção científica, mas já é pura realidade e pode representar o maior avanço tecnológico dos últimos tempos. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o sistema, chamado de Ecolig, interpreta os sinais elétricos emitidos pelo cérebro e os transforma em comandos, por meio de uma interface sem fio, indolor e não invasiva — um capacete com eletrodos.

O que torna possível esse sistema é a forma como funciona o cérebro humano. Ele tem células nervosas, chamadas neurônios, que são interligadas. Os neurônios trabalham à base de pequenos sinais elétricos transmitidos entre eles. Ou seja, o pensamento nada mais é do que um sinal elétrico. Os eletrodos podem ler os sinais elétricos do cérebro. Eles medem a cada minuto as diferenças de voltagem entre os neurônios e o sinal é ampliado e filtrado. “O Ecolig capta esses sinais, manda para um receptor que os codifica e esse código é interpretado por um programa específico”, explica o autor do sistema, Paulo Victor de Oliveira Miguel.

Esse é o mesmo princípio do eletroencefalograma. A novidade está na criação do decodificador desses sinais. “Essa nova linguagem, associada a signos, pode ser utilizada para o desenvolvimento de soluções inovadoras em usabilidade e acessibilidade, apresentando-se como uma alternativa à linguagem textual, seja na utilização de letras (teclas) ou números (dígitos) para transferência de uma informação ou de um comando”, explica Gilmar Barreto, orientador de Paulo Victor.

Segundo os cientistas, o Ecolig pode oferecer mais uma alternativa de comunicação, dispensando a intermediação de artefatos mecânicos, biológicos ou artificiais. A nova modalidade pode incluir pessoas com deficiências físicas e ampliar a interação do homem com os ambientes por meio dos dispositivos eletroeletrônicos. “Pessoas com paralisia ou deficiências poderão se comunicar melhor com o mundo e se tornar mais independentes”, afirma Miguel.

Segunda fase
O estudo, que começou há três anos, foi o tema principal de uma tese de doutorado de Paulo Victor, defendida na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec) da Unicamp. Ele é dividido em três fases. A primeira — o desenvolvimento do hardware e do software e os testes funcionais — já foi concluída. Agora, os pesquisadores entram na segunda fase e testam a aplicação do Ecolig em pessoas com doenças degenerativas e restrições de funções cerebrais, como um derrame.

Os primeiro testes foram com tetraplégicos — indivíduos que mexem apenas a cabeça. Segundo Miguel, os voluntários conseguiram escrever em um teclado virtual, navegar na internet, utilizar o Google Maps e abrir programas de computador (como o Word). “Todos aprovaram o sistema. Foi um sucesso”, comemora o engenheiro eletrônico.

Como nem tudo é tão simples quanto parece, as pessoas que utilizam o Ecolig precisam passar por um treinamento de 10 dias, para saber como funciona o sistema. “Os voluntários precisam aprender a ‘pensar’ no comando que querem dar ao Ecolig e o sistema precisa aprender a interpretar aquele pensamento, para torná-lo um comando”, explica Miguel. “É o ser humano ensinando à máquina e vice-versa. Uma espécie de troca de informações”, resume o orientador de Miguel.

Além do aspecto de inclusão, o sistema abre a possibilidade de se comunicar com elementos micro e manométricos, que podem incorporar interfaces capazes de receber e interpretar os comandos gerados via Ecolig. Será possível, então, usar a força da mente para fazer uma chamada no celular, por exemplo. “Basta o desenvolvimento de tecnologia para receber o Ecolig nesses aparelhos”, disse Miguel.

Futuro
A novidade também permite fazer um exercício de futurologia. Segundo os pesquisadores, em alguns anos vai ser possível usar a força do pensamento para, por exemplo, fazer coisas tão prosaicas quanto acender as luzes de casa ou ligar a televisão sem o uso do controle remoto. Os possíveis usos da tecnologia serão quase ilimitados. Tudo vai ser controlado com o poder da mente.

Na medicina, por exemplo, em vez de uma mão mecânica, os usuários deficientes poderão ter braços mecânicos acoplados a seus próprios corpos, permitindo que eles mexam e interajam diretamente com o ambiente.

Acesse aqui e assista o vídeo da EPTV Campinas.

Segundo o prof. Paulo Miguel, criador do projeto, ele e sua equipe estão formando grupos de pessoas interessadas para solicitar a fabricação que precisa ser feita em lotes de pelo menos 120 unidades.

O custo para o usuário é de 1.990,00 (Um mil novecentos e noventa reais) e o prazo de entrega é de até 90 dias.

Os pedidos poderão ser efetuados diretamente através do endereço www.meligue.com a partir do dia 16/01/2011.

Pretende-se formar turmas para treinamento de enfermeiros e assistentes que possam apoiar as pessoas que necessitam, com maior qualidade profissional. E também estender o trabalho fazendo parceria com instituições de assistência como a AACD e outras.

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/01/sistema-desenvolvido-pela-unicamp.html#ixzz1AlO0PvgN


Beesoft Rua Botucatu, 395/397 Vila Clementino So Paulo SP 04023-061
Tel:(11) 5579-2668 - abrela@abrela.org.br - © Copyright - Todos os direitos reservados